O Auto conhecimento é a chave para a conquista do sucesso.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Sete dias conhecendo chás

Estamos na sexta feira, ontem feriado cristão, amanhã inicia fim de semana! Também última semana de junho!
Te falei  que tudo está muito rápido, tens aí a prova, metade de dois mil e onze está terminando e começaremos o segundo semestre!
Dentro da proposta que te fiz, a autoanálise, lembras? vamos agora partir para alinhar nosso corpo físico, com o instrumento mais medieval possível.
Não por acaso, o que mais respeito,  uso saboreado das ervas em infusão, o famoso chá!
Para isso vamos precisar adquirir sete chás diferentes, escolhidos conforme teu paladar. Queres saber do meu?
Começo hoje, em ordem, abaixo, as ervas que vou degustar:
Sexta feira - poejo me provoca alegria infantil, adoro, rio muito das menores coisas;
Sábado - funcho mexe com os gazes mal direcionados em meu corpo, fico mais leve;
Domingo - cravo e canela para afastar a melancolia do entardecer dominical (acho bucólico);
Segunda feira - alecrim e hortelã para provocar em mim a justiça acima de tudo;
Terça feira -  cidró e cidreira adoçados com açúcar mascavo, acarinham meu corpo;
quarta feira - côco com abacaxi, com respeito à todos os outros (com folha de hortelã) amo de paixão e nutre a saudade;
quinta feira - cacau e leve mergulhada de louro na água fervente para trazer muita riqueza!
Então, vens comigo?
Seguimos nossa vida normalmente, só acrescentamos na rotina este plus , merecemos não achas?
O chá é um dos rituais mais queridos em nosso planeta! Ao fazermos esta semanada ervística he he, estaremos juntando nossa energia às pessoas que como nós, buscam serem melhores, para somar no contexto geral!
Tenhas um fim de semana tri de legal, com tua realidade! Até amanhã!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Autobiografia

Com onze anos de idade, passei por uma transformação divina! Divina no sentido de maravilhosa ok? Estudava no ginásio, no turno da manhã. Era inverno, um frio de gelar os ossos. Meus pais, sempre lutando financeiramente, não podiam nos dar botas quentinhas para nos calçarmos, então, minha mãe forrava as congas,(uma antecessora do tenis) com jornais dobrados com cuidado para caberem certo dentro do calçado e não machucarem nossos pés.
Naquele dia, eu perdi a hora, na real estava muito preguiçosa. Minha irmã foi na frente. Eu estava escovando meus dentes, quando no reflexo do espelho surgiu uma borboleta que voava com um encanto todo especial. Parei de escovar os dentes para olhá-la, ela bateu mais rápido suas asas numa ordem de que eu terminasse o que estava fazendo, rápido bem rápido, muito rápido.
Em instantes eu estava na rua, com minha pasta escolar (ela pareceu mais leve que nos outros dias) olhando para as ruas desertas. Decididamente, eu estava muito atrazada.Pela manhã as ruas pareciam um formigueiro de tantos alunos se dirigindo para a escola. A borboleta voou , se afastando de mim, ao mesmo tempo que me chamava, sempre batendo as asas mais rápidamente.
Comecei então a correr feito uma alucinada, em direção ào ginásio, que ficava oito quadras distante de minha casa.
Ufa, uma súbida, lógico, não poderia ser diferente.
Alguma coisa estranha começou a acontecer comigo, foi um subir, subir de alegria, que quando eu achava que ia explodir, subia mais.
Meu corpo inteiro extasiado, enquanto eu corria  cada vez mais rápido. Foi quando eu explodi em prazer. Senti meu corpo um vulcão explodindo lavas vermelhas e quentes para bem juntinho de mim.
A borboleta chamou outras borboletas, elas sobrevoaram ao meu redor e assim,como meu corpo explodiu, elas sumiram como num passe de mágica!
Tentei correr de novo, não adiantou, nada aconteceu. Nos anos seguintes, tentei muitas vezes. Jamais isso se repetiu.
Conforme fui vivendo e experenciando a vida, revivi está sensação no ato sexual com meu amor e aí então entendi que aquele foi meu primeiro orgasmo, definitivamente o plus a mais, uma espécie de recompensa, por estarmos aqui, vivermos aqui e morrermos aqui. Também conforme fui estudando, aprendi o significado da borboleta e entendi a transformação que meu corpo viveu naquele instante.
Podes interpretar como quiseres este momento que partilho contigo agora, mas uma coisa te afirmo, ou na forma de animais, odores, formas humanas, elementais, não importa como.
Sempre,sempre,sempre, nos momentos importantes em minha vida, jamais estive sósinha!
Tenhas um lindo dia! Até amanhã!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Yule. solstício de inverno

Para mim, que vivo abaixo da linha do equador, é de inverno. Para quem vive acima da linha do equador é de verão.
Data muito importante para quem como eu, segue a magia-natureza. São vinte e quatro horas de profunda introspecção e vivência prazeirosa da solidão. Inverno já diz, entrar, acolher, fechar para sobreviver. A Terra é fortificada neste período para novo plantio!
Isso significa que a rotina de nossa vida, nos próximos tres meses, sempre terá como foco o recolhimento.
Óbvio que vamos viver as atividades normais, festar, dançar, trabalhar, só entendendo que a auto reflexão deve ser sempre feita o mais frequente possível!
Vamos lá:
Exatamente as tres horas e quarenta e seis minutos (soma quatro, he he) da madrugada, é o momento em que a matemática geográfica planetária completa o ciclo.
Nesta hora (é o ideal) ou durante as vinte e quatro horas seguintes, vamos usar quinze minutos sagrados de nosso tempo-rotina.
Vamos fazer onde tenhamos privacidade, uma barraca de panos (pode ser lençóis, cobertores) apagar a luz ao redor e ficar completamente às escuras, o máximo que o ambiente proporcione.
Entramos nessa barraca com mel e um alimento que gostemos muito.
Sentamos comodamente, saudamos o universo, chamamos em mantras ou orações nossos devas (anjos de guarda).
Vamos alimentar nosso corpo, adoçando o que formos comer com mel. Vamos ingerir com serenidade, saboreando bem !
Após a ingestão, vamos deitar e na posição fetal, cobrir nosso corpo com um pano que nos aqueça. Vamos ficar ali, quietinhas(os) o tempo que quisermos.(caso adormeçamos ótimo).
Ao sair da nossa barraca-útero, vamos agradecer tudo que nos rodeia, e expandir para quem quisermos a energia trabalhada!
Pronto! Mais um yule, mais uma vez mantendo a tradição, mais uma vez fiéis com nossas convicções!
Para as irmãs européias, é so procurar nos escritos antigos deste blog, onde acharão o ritual do solstício de verão.
Hoje, teríamos encontro ao redor do fogo, MAS a mãe natureza está mandando chuva, vamos esperar que ela libere o tempo, para nos encontrarmos, certo?
Tenhamos uma profunda e prazeirosa entrada de solstício, nos falamos amanhã!

domingo, 19 de junho de 2011

Solstício de inverno

Entrei neste blog hoje, domingo, só para te lembrar a tarefa de libertação das tres palavras que atrapalham nossas vidas, explicadas no texto anterior!
É importante, caso resolvas fazer!
Assim , estaremos prontas(os) e leves, para o ritual de entrada do inverno, terça feira.
Amanhã explico direitinho o que vamos fazer juntas(os) para hibernarmos nos próximos tres meses!
Até amanhã!
Tenhas um lindo dia!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Pesos desnecessários, vamos nos livrar disso?

Angústia, ansiedade e culpa.
São sintomas do mal do século vinte e um. Tudo girando em torno de sentimentos mal resolvidos. As marcas podem terem sido feitas na infância; ao terminar uma relação; ao perder um ente querido; ou simplesmente após uma situação constrangedora(assédio sexual por exemplo) ou agressiva(um assalto por exemplo), elas ficam bem guardadas no lado obscuro do comportamento humano, são ativadas, ditas marcas, conforme a culpa surge sem lógica.
Tanto a angústia quanto a ansiedade, ocorrendo em determinada etapa de nossa vida, são naturais pois resultam da acomodação hormonal.
A culpa é o grande fator de risco.
Posso falar por mim. Tivesse continuado a sentir culpa, por ter trazido à este planeta um ser deficiente, hoje seria uma mulher profundamente infeliz!
Ela surge no dia a dia, mascarada de diversos outros nomes, é o que deve ser enfrentado com coragem e determinação.
Vou tentar ser mais clara:
culpa em não ser perfeita para minha família;
culpa por ter sido reprovada(o) socialmente;
culpa por ser barrada na ascenção profissional;
culpa por odiar competir e conviver, com outras pessoas.
São situações que me deparo comumente, quando sou chamada para "falar com as pessoas aflitas"que esperam uma solução para seus problemas.
Justamente por isso é que vou encerrar este mito, falando contigo, que les este blog!
Temos um fim de semana para ser vivido, e um tempo mais administrável , sendo sábado e domingo.Estamos já na última quinzena de junho, e a hora é agora para detectarmos com clareza a angústia a ansiedade e a culpa em nós!
Como já falei no início deste ano, seremos virados pelo avesso, tanto em nossas convicções mais arraigadas, quanto a certeza do caminho a trilhar.
2011 é um ano radical, isso interfere violentamente na vida humana! Dá uma pensadinha em tua vida, quantos anos a vida aconteceu sem nada de diferente e tua rotina raramente foi modificada? Agora pensa em tua vida atualmente, como muda e como parece acelerada, sendo que tem momentos onde as coisas acontecem mesmo tu não querendo que aconteçam? ou seja à tua revelia? 
Imagina de julho em diante, uma verdadeira maratona existencial terá início, aliás ,que
 para alguns de nós já começou.
Como identificar ansiedade, angústia e culpa em nossas vidas?
Em primeiro lugar, olhar para o passado com muito respeito em como ele foi vivido, não choramos o leite derramado. Em cada etapa vivida, o que foi feito é o que éramos naquela etapa, ponto e ponto!
Em segundo lugar,com lápis e papel . vamos com coragem e honestidade, escrever TUDO que envolva as tres palavras, neste período que estamos a viver.
Faremos isso até domingo de manhã. Quando pronto, com tudo escrito sem preguiça, no domingo, até a oito horas da noite, vamos pegar uma estrada que tenha pouco movimento , descemos do carro, com os dedos *(como se fossem uma tesoura)cortamos a folha em pequenos confetes, depositamos todos juntos no chão e fazemos xixi sobre estes confetes escritos com as tres palavras e suas situações em nós.
Vamos embora, agradecendo nossa disposição de ter feito algo maluco, mas que trará um gozo relaxante, quando de noite formos dormir!
Agora sim, estamos prontas(os) para tocar este segundo semestre de 2011, com a mente aberta e a alma lavada!
Tenhas um lindo trabalho! Podes ter certeza absoluta que eu sei o que estou te pedindo para fazer!
Até amanhã!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Navegando no Planeta Terra

Nossa ! Que benção a visão! Ontem, enquanto com uma hermanita, acompanhava com o fogo aceso o eclipse , agradeci quantas vezes foram possiveis, ter visão! Em um momento de silêncio, busquei os olhos que não vêem e ao emprestar meus olhos à eles, senti o corção  inundado de amor universal!
Valeu Mâe Natureza, valeu irmão sol e irmã lua! Eu sou rejane e agradeço!
Agora, pela manhã, estava a ler meu jornal favorito, já sabes qual é, ao engolir um pedaço de pão integral lambuzado de ximia de uva light, meus olhos que ontem foram inundados de luz, se deparam com a seguinte notícia...
tal dita empresa, lança um ipad cravejado de trezentos quilates de diamantes,e um kg de ouro dezoito quilates, peça no valor de cerca de R$1,9 milhão...
Meu cérebro entrou em convulsão, mas na mesma hora, para isso tenho cinquenta e seis anos de idade, trouxe o equilíbrio de volta. Respirei fundo, chorei um pouquinho, não vou esconder de ti que les este blog um momento de dor  existencial.
O "povo" que me conecta quando precisa que eu faça algo(tenho consciência de que sou pequenina) apareceu de roldão. Os sábios, com seu característico silêncio e o olhar cansado, as crianças e todos os flagelados que perambulam no mundo dos mortos, quase que organizando um motim terreno.
Larguei o jornal, calcei o tenis indefectível (odeio caminhar e uso o mesmo tenis há dez anos)peguei a estrada e literalmente fui andar.
Nas mãos, sómente um grande facão, meu companheiro de caminhadas. No início eu não tinha argumentos para acalmar meus companheiros fortuitos, mas quando comecei a falar de evolução de sentimentos e não de matéria, o burburinho começou a diminuir, a revolta baixou e os mestres que juntos iluminavam minha mente, sorriram para mim, todos nós profundamente agradecidos!
Ao entrar no condomínio, ninguém mais estava comigo,só meu coração ainda um pouco apertado.
Quando digo, em conversas sérias que tenho com outras pessoas que não tem mais volta, minha voz sai clara, mas isso não quer dizer que eu não sinta dor e vergonha, por humanos medíocres continuarem a existir.
Se posso te pedir um favor maduro, sem lágrimas, mesmo que eu esteja chorando, não sejas irresponsável com o uso do deus dinheiro. Ele existe para trazer a felicidade e facilitar a dignidade humana, ele SÓ é moeda de troca, o uso dele é todo teu.
Meu exemplo, tenho AO TODO OITO PARES DE SAPATO, e olha que acho que já são muitos. Óbvio que quando vou nos lugares, sempre são os mesmos calçados que uso.
E consigo estar bem talvez até elegantemente vestida e calçada, e tão feliz!
 Se bebo uma tequila, ou fumo o gudan do bem, meu coração equilibra o gasto com minha maneira doida de economia e divisão de renda particular!
É isso, ontem o paraíso natureza, hoje o inferno humano. Vamos indo...
Então, estou com meu coração mais aliviado! Hoje é um dia, que vou repetir muitas vezes para mim mesma ouvir...vai passar...tudo passa...
Grata por poder partilhar contigo!
Até amanhã! Tenhas um lindo dia!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Auobiografia

"Cuidam de mim"
Sempre tive a certeza absoluta de que os seres que fazem parte deste mundo paralelo que vivo, com a mesma intensidade de meu mundo real, cuidam de mim, com carinho. Não que eu precise provas, mas vou te relatar uma vivência, quando eu tinha treze anos.
Eu estava dormindo, quando um toque em minhas pernas me tirou bruscamente do sono. Ao lado de minha cama, estava uma senhora muito velha, suas rugas marcando o tempo, eram profundas em seu rosto. Eu nunca a tinha visto antes. Não era do grupo de meus amigos "invizíveis". Sua voz estava tensa, determinada e seu olhar não admitia recusa.
-grita bem forte que está doendo.  falou ela.
Eu disse que assim iria acordar meus pais. Ela novamente repetiu e acrescentou:
-grita bem forte que tua barriga está doendo, por favor faz o que estou te pedindo...
Alguma coisa em sua voz e os arrepios que percorreram meu corpo, fez com que eu começasse no mesmo instante a gritar.
Em seguida, a porta do quarto onde eu dormia com minha irmã mais velha, (que lógico tambem acordou com minha gritaria)e meus pais entraram aflitos perguntando o que estava acontecendo.
Eu não respondia, só gritava que estava doendo muito minha barriga. Na real eu parecia a sirene de uma ambulância de bombeiros, de tanto que gritava.
O pai telefonou para o médico da família, quando ele chegou, eu estava rouca e fraca de tanto gritar, mas continuava gemendo "de dor".
Ele fez um rápido exame, pediu ao meu pai que me levasse no colo até o seu carro, que estava na frente da garagem de nossa casa. Em minutos estávamos no único hospital da cidade. Fui colocada em uma maca e ouvi o doutor dizer para meus pais que eu iria entrar em cirurgia imediatamente.
Comecei a entrar em panico, pois até então, não sentia a mínima dor. Foi quando a velha mulher surgiu ao lado da maca, pegou em minha mão direita e disse...
-podes dormir, minha querida, vais ficar bem!
Óbvio que nem percebi a agulha entrando em meu braço, o sono veio rápido. Senti um grande alívio, minha garganta estava doendo de tanto ter gritado. Caí em um sono profundo, quando acordei, o sol estava alto, o quarto do hospital tinha as janelas abertas e a igreja da Matriz era vista no mínimos detalhes, era ao lado do hospital!
A enfermeira chamou o doutor, no que viu que eu acordara. Ele entrou, acompanhado de meus pais. Seu rosto demonstrava boas novas.
Curiosa, o ouvi falar que graças à Deus, a cirurgia fôra feita a tempo, pois meu apêndice havia "suporado" .
Falou sobre infecção que poderia ter se espalhado, enfim, detalhes que não tem hoje, a mínima importância.
Eu fiquei muito feliz com aquilo tudo. Fui paparicada, recebi um monte de visitas, inclusive meu amor, recém estávamos namorando, viajou oito horas de onibus para ver se eu realmente estava bem.
Juro para ti que lês este blog, em momento algum senti dor.
Aquela senhora que apareceu e me fez gritar, nunca mais a vi. Posso ainda hoje, fazer um retrato falado dela, marcou demais minha entrega, na caminhada por este planeta. Garantiu para mim, que poderia confiar neles e viver desprendidamente a vida da Rejane. Até hoje, nos dias atuais, minha mãe diz que eu inventei até uma cirurgia para ver o meu amor!
Bom, por hoje era isso!
Tenhas um lindo dia! Até amanhã!