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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Reencontro

                         O que vivi ontem à noite, já faz parte de minha autobiografia, que vou contar para ti, que lês este blog , agora.
                          Ontem de manhã, hora em que diariamente ligo o computador, após uma boa caminhada, tinha idéia de outro tema para trocar contigo. Ao sentar, saboreando um suco de laranja com beringela crua, d e l i c i o s o, o que escrevi foi a convocação para o primeiro encontro do ano, ao redor do fogo. Ok, vamos lá, então.
                          Já fazem muitos anos que expectativa não faz mais parte do contexto de eu sou rejane, mas ontem eu estava estranha!
                         Um calor infernal, fim de tarde, fui abrir o portão, para as primeiras gurias, que chegaram mais cedo do que o costume. Tres mulheres em um carro branco.
                          Abri o portão, vislumbrei dentro do carro, uma dama, elegantérrima, no mesmo instante morri de vergonha. Eu vestia um pano enrolado em meu corpo, cobrindo o maiô, recém saída da piscina. Desejei que o chão me engolisse. Morta de vergonha, suada, um trapo, assim estava eu, corajosa indo receber aquela lady.
                         A porta do carro foi aberta e de lá saiu uma senhora, de ar simples, de luz branca e olhar juvenil. Logo entendi que a outra, a dama que eu recebera, era uma ancestral da gentil senhora. Foi empatia instantânea, de ambos os lados, eu e ela. Atenta, deixei o rio fluir. O encontro seguiu o fluxo normal, outras gurias chegaram, se juntaram à nós, e assim foi.
                         Continuamos concentradas, realizando nosso ritual, quando tudo ao redor se modifica, instantâneamente. Estamos em um casa velha, sem pintura, mas aconchegante. Debruçadas sobre uma mesa tosca, estamos eu e ela, a dama, fazendo poções e magias.Muito longe de qualquer resquício de elegância, até de higiene. Estávamos cheirando a corpo sem banho, sabes?  Bem primitivo o que fazíamos naquele momento. Olhei para ela, e quando nosso olhos se encontraram, voltei num segundo para onde estávamos, aqui, ao redor do fogo.
                          Meu coração se derreteu, quentinho, que sensação de êxtase! Eu estava reecontrando uma hermana de caminhada, muito, muito secular, aliás, milenar. O desenrolar, foi sereno, forte, profundo. Como estudiosa que sou, pedi ao universo que, se eu merecesse, me mostrasse o que aquela mulheres ao redor do fogo, com a chegada desta outra, que pela primeira vez estava presente,tinham em comum.Além é claro de coragem, determinação, lucidez e mágia.
                        Tudo ao redor se transformou em areia. Vestidas com roupas pretas e azul noite, com enfeites em nossos corpos em azul turqueza, somos negras, magérrimas, altas com as mãças do rosto salientes, no deserto. Aquele grupo em um oásis, canta mantras suaves, que se expandem em ondas pelas dunas altas ao redor. Tãmaras mastigadas, até se transformarem em pasta, são cuspidas em um recipiente (prateado por fora e dourado por dentro), misturado com pó de ouro e passada a mistura resultante, no rosto de cada uma.
                         Voltei à realidade ouvindo meu nome ser dito por ela, logo seu olhar inquieto entrou no meu, com curiosidade. Silenciei, continuamos, até encerrar os nossos compromissos da noite e mantive silencio, até onde pude, com relação a tudo que presenciei.
                          Na hora de bebericarmos o guaraná bem geladinho, novamente a dama surgiu, e todas nós, elegantemente vestidas, brindamos ao reencontro. Uma música de fundo que ainda agora, não consigo definir o instrumento que era tocado, tipo harpa?
                           Apaixonante viver as duas realidades... séculos atrás se interpunham com o presente. Taças chiquérrimas se misturavam aos copos de plástico branco.          
                            E assim foi! Mulheres normais? Loucas? Viajantes? He he he! Sou Rejane Maria e agradeço!
Até amanhã! Tenhas um lindo dia!

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