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terça-feira, 9 de julho de 2013

PURA MAGIA

Trabalhar com magia, exige um desprendimento para poucos. Estava eu, no fim de semana em casa, com família reunida, jantar acolhedor, quando a televisão mostra o incêndio no Mercado Público de Porto alegre. Ok, primeiro uma leve taquicardia, depois uma tristeza seguida de entrega. Assim passou o fim de semana! Segunda-feira, acordo com sentido alerta. Atendo os compromissos familiares e vejo como acomodar uma ida à Porto Alegre. Logo arranjo carona, com meu desprendido marido. Vestir preto e vermelho, ok. Pegar duas ervas no herbário. Nem uma nem três, somente duas. Logo o galho grande e proeminente da arruda macho e o poejo se habilitam. Os colho, sentindo uma responsabilidade grande! Vá bene! Colho um grande galho da arruda macho, grande, e uns galhos do poejo. E lá me vou, com uma manada de elefantes, cavalgando em meu peito. Chegando no Mercado Público de Porto Alegre, escuro, com cheiro forte de cinzas, está tudo cercado, ninguém entra. Olho aflita, preciso entrar. Faço uma prece tipo assim...-Estou aqui, o que querem que eu faça? Não consigo entrar, está impedido. Não me perguntes como, em questão de minutos, preencho um papel, assino e entro. A escuridão, o cheiro forte, denso, está no ar. Consigo, sem dificuldade, chegar no centro do Mercado, onde está demarcado o ponto dos Orixás. _É aqui...escuto baixinho a voz que fala em meus ouvidos. O coração dispara, respiro profundamente, soltando o ar de meus pulmões num sopro de invisibilidade. Com profunda reverência saúdo o Povo Guardião e coloco o galho enorme da arruda voltado para o Leste-nascer de novo e os poejo na ponta da arruda, formando uma espécie de base. sinto uma energia forte tomar conta de mim. Ouço minha voz a determinar a ética dos poderes públicos, na administração das verbas, para a recomposição do que foi queimado. Sinto lógica no que escuto. À minha maneira, bato com discrição, palmas, 6 vezes e me retiro do local, enxergando a luz que sai das ervas que depositei, e que são plantadas com tanto carinho por mim, em meu herbário. PRONTO,Está feito! Podes ir embora. Serena, em paz, busco a saída. Um repórter chega em mim...- vi a senhora largar ervas é arruda? Disfarço, balbucio algumas palavras e olho em seus olhos, pedindo o silêncio. Os olhos claros do repórter parecem entender e respeitam meu pedido. Saio do Mercado Público em paz. Assim é a Magia. Fazer o que deve ser feito, sem lógica? sem explicação? Sim, pura entrega! Vou dormir em paz. Fiz o que me foi pedido,e o fiz por ser com minhas irmãs e irmãos, Elementais. Lá ficaram, com a determinação do respeito aquele lugar. Assim como entrei, saí. Agora, em casa, fico pensando em meu caminho... amo o que faço!

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